DRA. KARINE QUINTÃO 

Dentista • Clínica Geral • Odontopediatria • Pacientes Especiais 

Trav. Dr. Brito, 91 (PROSAT), Guanhães-MG (33) 3421-1532 • 3421-2026



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Covid-19: dicas de higiene bucal durante a pandemia




Em 31 de março, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) publicou orientações sobre como os serviços odontológicos devem acontecer durante a pandemia da covid-19. O documento traz formas de reduzir a contaminação pelo vírus em consultórios, além de protocolos de higiene bucal que devem ser adotados com pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), incluindo alertas de procedimentos que podem aumentar o risco de morte e disseminação do vírus.

“A assistência odontológica apresenta um alto risco para a disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2), pela alta carga viral presente nas vias aéreas superiores e devido à grande possibilidade de exposição aos materiais biológicos, proporcionado pela geração de aerossóis durante os procedimentos”, explica o documento do CFO.

Dessa forma, apenas consultas emergenciais devem ser atendidas pelos dentistas, já que trazem risco à vida, como sangramento descontrolado, bactéria difusa em partes moles, infecção intraoral ou extraoral com inchaço que comprometa as vias aéreas, bem como traumas faciais que resultam nesse mesmo problema.
Também estão liberados procedimentos de urgência, que, apesar de não colocarem a vida do paciente em risco, necessitam de atendimento prioritário. Nesse grupo estão dor aguda, pericoronarite, alveolite, abcessos, fraturas que geram dor ou trauma nos tecidos moles, cimentação de coroas ou próteses fixas, biópsias, finalização de tratamentos de canal, remoção de cáries extensas, necroses teciduais e mucosites.

“A suspensão temporária de procedimentos eletivos é uma estratégia recomendada que pode ser adotada em situações de pandemia para diminuir circulação de pessoas e reduzir procedimentos que possam gerar aerossóis e, consequentemente, transmissão”, explica o conteúdo do CFO.

O documento recomenda reforço na limpeza das superfícies dos consultórios, higienização frequente das mãos, uso de equipamentos de proteção individual, preferência por radiografias extraorais em vez das intraorais, que geram mais salivação, e uso de sucção de alta potência.

Os pacientes em UTI também precisam manter a higiene bucal, com algumas orientações extras. A limpeza com peróxido de hidrogênio de 0,5% a 1% ou povidona a 2% é a mais indicada. Pacientes que usam dispositivos protéticos bucais não devem armazená-los nos hospitais, devendo entregá-los a algum responsável depois de esterilizados.

Cuidando da higiene bucal em casa

Conforme orientações do Conselho Federal de Medicina, o ideal é não precisar ir ao dentista durante o período da pandemia. Tais medidas também são recomendadas por associações odontológicas da Austrália e dos Estados Unidos, bem como de outros países. E algumas dicas de limpeza dos dentes, das gengiva e da língua são necessárias para aumentar a saúde bucal.

O cuidado extra deve ser buscado principalmente por pessoas que estão no grupo de risco da covid-19. A prevenção de doenças periodontais é necessária para não piorarem quadros respiratórios ou gerarem sangramentos excessivos, algo que pode acometer pacientes diabéticos, por exemplo.
Algumas ações podem ser adotadas para melhorar a higiene bucal:
  • higienizar a escova de dentes com peróxido de hidrogênio a 0,5% (para obtê-lo, misture 150 ml de água destilada com 30 ml de água oxigenada), deixando-a mergulhada por 10 minutos;
  • não deixar as escovas próximas umas das outras, guardando-as na posição vertical e com as cerdas para cima;
  • evitar roer unhas, pois prejudica os dentes e pode ser a porta de entrada do vírus;
  • evitar o compartilhamento de alimentos e utensílios, como pratos, copos e talheres;
  • lavar as mãos com água e sabão antes de escovar os dentes ou de usar fio dental;
  • não compartilhar escovas de dentes;
  • manter uma rotina de hidratação, que é boa para o corpo e para a saúde bucal;
  • evitar a troca de beijos;
  • escovar os dentes com regularidade;
  • trocar a escova de dentes com frequência (entre três e quatro meses).
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention, Authority Dental, Health Line e Conselho Federal de Odontologia.


Fonte: Summit Saúde




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Orientações de higiene bucal em tempos de Covid-19



Em tempos de pandemia mundial a rápida transmissão do coronavírus se tornou uma realidade e o melhor tratamento é a prevenção da doença. Além das informações de isolamento social, recebemos orientações para evitar qualquer tipo decontato, como apertos de mão, abraços e beijos e reforçar os cuidados com a higiene pessoal e bucal.

A rotina diária de higiene bucal também é importante, e os cuidados devem ser redobrados, uma vez que, a porta de entrada da infecção é o trato respiratório superior, boca (dentes, gengivas, língua), faringe (garganta) e pulmões. Estudos mostram que os fluídos da boca e do nariz são as maiores fontes de disseminação de coronavírus, que podem sobreviver por mais de 24 horas em temperatura ambiente no metal, vidro, plástico, inclusive nas superfícies plásticas da cabeça da escova, cabo e cerdas de nylon, tornando um local perfeito para encontrar esse vírus, além da gripe comum, herpes bucal, entre outros.

Pacientes com cardiopatias associadas, como a hipertensão arterial sistêmica, são considerados grupos de riscos, pois ao contrair a infecção, possuem maior possibilidade de óbitos, principalmente em faixa etária maior, como os idosos.

A saliva abriga inúmeras bactérias, o que faz com que a boca seja um ambiente favorável para a proliferação e crescimento de outros microrganismos, como o coronavírus. Além disso, a falta de higiene e saúde bucal pode fazer com que a imunidade fique baixa, aumentando os riscos de infecções e lesões em boca.

Uma rotina adequada com técnica de escovação correta, uso do fio dental e do enxaguante bucal, ajuda a evitar a transmissão da doença.

1. Escovar os dentes: escova de cerdas macias com creme dental, todos os dias após as refeições e principalmente antes de dormir.


• Após a escovação lave a escova em água corrente, garantindo a remoção dos resíduos que sobram da escovação, não devemos enxugar na toalha que utilizamos para enxugar as mãos e o rosto, local com bactérias, que podemos transferir para a escova dental.


• Limpeza: Borrifar álcool a 70% ou água oxigenada a 0,5% sobre toda superfície da escova (cabeça,cerdas e cabo), por 1 (um) minuto, pois o vírus tem baixa resistência a essas substâncias desinfetantes e após, lavagem em água corrente.

• Armazenamento: Ao contrário do que muitas pessoas pensam, guardar a escova de dentes na gaveta,armários ou com protetores não é o mais indicado, pois são lugares quentes e úmidos, que aumentam a proliferação de bactérias, porém deixar em cima da pia, também requer certos cuidados.

Guarde em um copo ou outro recipiente qualquer, com as cerdas voltadas para cima, tomando o cuidado de manter as escovas separadas dos outros membros da família, ou seja, um copo para cada escova de dentes. Devemos prestar atenção com aproximidade do vaso sanitário, no momento da descarga, joga para o ar partículas, um spray de germes, ocasionando viroses intestinais.

• Validade: Trocar a escova de dente regularmente (a cada dois ou três meses), assim que você perceber sinais de desgaste das cerdas, ou ainda se aparecer sinais de gripe ou resfriado. Não emprestar a escova de dente para outra pessoa, mesmo sendo da família, o uso deve ser individual.

2. Usar o fio dental, antes da escovação: garante a limpeza correta em locais da boca que a escova não consegue atingir, remove restos de alimentos entre dentes;

3. Higienizar a língua: com raspador de língua específico ou mesmo escova de dente iniciando a ação de limpeza da parte mais posterior da língua para a ponta da língua;

4. Uso de enxaguante bucal, quando recomendado pelo dentista;

5. A higiene das próteses dentais, pode ser realizado com escovações diárias, após as alimentações, com escova individual (apenas para a prótese) de cerdas macias, sabão neutro e lavagem em água corrente.
 

• Podemos associar o uso de produtos de higiene com imersão em substâncias químicas, que são de fácil utilização, e ajudam no controle maior de bactérias, com boa efetividade e baixo custos. Dentre eles: hipoclorito, peróxidos alcalinos, ácidos diluídos, enzima e clorexidina, pastilhas limpadoras de dentaduras antibacterianas.• As próteses removíveis devem ser retiradas ao dormir, e deixá-las em um copo com água com ou sem produtos químicos.

Dica: Dissolver uma colher de chá de hipoclorito de sódio (água sanitária) em copo com água por 15 minutos, ao mínimo 1 por semana.

Importante:

• Lavar as mãos com água e sabão (20 segundos )antes e depois de qualquer contato físico e utilize álcool em gel em lugares que não puder lavá-las.
•  Não colocar a mão na boca: as mãos absorvem todo tipo de bactérias e estão em contato constante com várias superfícies diferentes que nem sempre estão limpas.• Ao tossir ou espirrar, evite cobrir a boca com as mãos, proteger com o antebraço (cotovelo) ou com lenço de papel descartável.• Evitar beijos: fluidos da boca também transmitem o vírus.

Lembre-se: 


Esta infecção não tem cura, vacina ou medicamento já desenvolvido e comprovado cientificamente, recomenda-se seguir, rigorosamente, todas as orientações da Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde.



REFERÊNCIA

1 - World Health  Organization.  WHO. Novel  Coronavirus  (2019-nCoV) technical  guidance, 2020.  Disponível em: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019 2

2 - Ministério da  Saúde,  Agência Nacional  de  Vigilância Sanitária.  Nota  técnica gvims/ggtes/anvisa  nº 04/2020-  Orientações  para serviços  de  saúde: medidas  de prevenção e controleque devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmadosde infecção pelo novo coronavírus (sars-cov-2).
 

3 - Peng X, Xu X, Li Y, Cheng L, Zhou X, Ren B.Transmission routes of 2019-nCoV and controls in dental practice. Int J OralSci. 2020 Mar 3;12(1):9.

4 - L. Meng, F. Hua , and Z.Bian. Coronavirus Disease 2019 (COVID-19): Emerging and Future Challenges forDental and Oral Medicine. Journal of Dental Research 1–7; International &American Associations for Dental Research 2020.

Departamento de Odontologia da Sociedade de Cardiologia do Estado deSão Paulo - SOCESP


Fonte: Socesp




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