Em tempos de pandemia mundial a rápida transmissão do coronavírus se tornou uma realidade e o melhor tratamento é a prevenção da doença. Além das informações de isolamento social, recebemos orientações para evitar qualquer tipo decontato, como apertos de mão, abraços e beijos e reforçar os cuidados com a higiene pessoal e bucal.
A rotina diária de higiene bucal também é importante, e os cuidados devem ser redobrados, uma vez que, a porta de entrada da infecção é o trato respiratório superior, boca (dentes, gengivas, língua), faringe (garganta) e pulmões. Estudos mostram que os fluídos da boca e do nariz são as maiores fontes de disseminação de coronavírus, que podem sobreviver por mais de 24 horas em temperatura ambiente no metal, vidro, plástico, inclusive nas superfícies plásticas da cabeça da escova, cabo e cerdas de nylon, tornando um local perfeito para encontrar esse vírus, além da gripe comum, herpes bucal, entre outros.
Pacientes com cardiopatias associadas, como a hipertensão arterial sistêmica, são considerados grupos de riscos, pois ao contrair a infecção, possuem maior possibilidade de óbitos, principalmente em faixa etária maior, como os idosos.
A saliva abriga inúmeras bactérias, o que faz com que a boca seja um ambiente favorável para a proliferação e crescimento de outros microrganismos, como o coronavírus. Além disso, a falta de higiene e saúde bucal pode fazer com que a imunidade fique baixa, aumentando os riscos de infecções e lesões em boca.
Uma rotina adequada com técnica de escovação correta, uso do fio dental e do enxaguante bucal, ajuda a evitar a transmissão da doença.
1. Escovar os dentes: escova de cerdas macias com creme dental, todos os dias após as refeições e principalmente antes de dormir. • Após a escovação lave a escova em água corrente, garantindo a remoção dos resíduos que sobram da escovação, não devemos enxugar na toalha que utilizamos para enxugar as mãos e o rosto, local com bactérias, que podemos transferir para a escova dental.
• Limpeza: Borrifar álcool a 70% ou água oxigenada a 0,5% sobre toda superfície da escova (cabeça,cerdas e cabo), por 1 (um) minuto, pois o vírus tem baixa resistência a essas substâncias desinfetantes e após, lavagem em água corrente. • Armazenamento: Ao contrário do que muitas pessoas pensam, guardar a escova de dentes na gaveta,armários ou com protetores não é o mais indicado, pois são lugares quentes e úmidos, que aumentam a proliferação de bactérias, porém deixar em cima da pia, também requer certos cuidados.
Guarde em um copo ou outro recipiente qualquer, com as cerdas voltadas para cima, tomando o cuidado de manter as escovas separadas dos outros membros da família, ou seja, um copo para cada escova de dentes. Devemos prestar atenção com aproximidade do vaso sanitário, no momento da descarga, joga para o ar partículas, um spray de germes, ocasionando viroses intestinais. • Validade: Trocar a escova de dente regularmente (a cada dois ou três meses), assim que você perceber sinais de desgaste das cerdas, ou ainda se aparecer sinais de gripe ou resfriado. Não emprestar a escova de dente para outra pessoa, mesmo sendo da família, o uso deve ser individual.
2. Usar o fio dental, antes da escovação: garante a limpeza correta em locais da boca que a escova não consegue atingir, remove restos de alimentos entre dentes;
3. Higienizar a língua: com raspador de língua específico ou mesmo escova de dente iniciando a ação de limpeza da parte mais posterior da língua para a ponta da língua;
4. Uso de enxaguante bucal, quando recomendado pelo dentista;
5. A higiene das próteses dentais, pode ser realizado com escovações diárias, após as alimentações, com escova individual (apenas para a prótese) de cerdas macias, sabão neutro e lavagem em água corrente.
• Podemos associar o uso de produtos de higiene com imersão em substâncias químicas, que são de fácil utilização, e ajudam no controle maior de bactérias, com boa efetividade e baixo custos. Dentre eles: hipoclorito, peróxidos alcalinos, ácidos diluídos, enzima e clorexidina, pastilhas limpadoras de dentaduras antibacterianas.• As próteses removíveis devem ser retiradas ao dormir, e deixá-las em um copo com água com ou sem produtos químicos.
Dica: Dissolver uma colher de chá de hipoclorito de sódio (água sanitária) em copo com água por 15 minutos, ao mínimo 1 por semana.
Importante:
• Lavar as mãos com água e sabão (20 segundos )antes e depois de qualquer contato físico e utilize álcool em gel em lugares que não puder lavá-las.• Não colocar a mão na boca: as mãos absorvem todo tipo de bactérias e estão em contato constante com várias superfícies diferentes que nem sempre estão limpas.• Ao tossir ou espirrar, evite cobrir a boca com as mãos, proteger com o antebraço (cotovelo) ou com lenço de papel descartável.• Evitar beijos: fluidos da boca também transmitem o vírus.
Lembre-se:
Esta infecção não tem cura, vacina ou medicamento já desenvolvido e comprovado cientificamente, recomenda-se seguir, rigorosamente, todas as orientações da Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde.
REFERÊNCIA
1 - World Health Organization. WHO. Novel Coronavirus (2019-nCoV) technical guidance, 2020. Disponível em: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019 2
2 - Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nota técnica gvims/ggtes/anvisa nº 04/2020- Orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controleque devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmadosde infecção pelo novo coronavírus (sars-cov-2).
3 - Peng X, Xu X, Li Y, Cheng L, Zhou X, Ren B.Transmission routes of 2019-nCoV and controls in dental practice. Int J OralSci. 2020 Mar 3;12(1):9. 4 - L. Meng, F. Hua , and Z.Bian. Coronavirus Disease 2019 (COVID-19): Emerging and Future Challenges forDental and Oral Medicine. Journal of Dental Research 1–7; International &American Associations for Dental Research 2020.
Departamento de Odontologia da Sociedade de Cardiologia do Estado deSão Paulo - SOCESP
Higienização correta pode evitar até mesmo problemas pulmonares
Diante da pandemia do novo coronavírus, uma das
maiores preocupações é cuidar da higiene,principalmente das mãos. Mas a
higiene bucal também deve ser intensificada, já que uma das portas
principais de entrada do vírus é a boca.
Manter uma boa higiene bucal é também importante forma de prevenção
de doenças nesta pandemia. E o cuidado redobrado com a higiene das mãos é
de extrema importância para a saúde bucal. “Como as mãos vão ser
imprescindíveis para o uso do fio dental, do higienizador da língua e da
escova de dentes, é importante que estejam bem limpas, para que a gente
possa levá-las até a cavidade bucal”, explica o professor Vinícius
Pedrazzi, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp), da
Universidade de São Paulo (USP).
O professor esclarece que o estado de saúde do paciente que tenha
contraído a covid-19 pode ser agravado, caso sua higiene bucal não seja
realizada da maneira correta. Ele lembra que uma boa higienização da
boca pode evitar, principalmente, problemas pulmonares que tornam a
doença ainda mais perigosa.
“É muito importante que nós façamos a higienização correta da língua e
de todos os dentes, mas com cuidado muito especial para os molares,
aqueles mais próximos da faringe, para evitar a pneumonia por aspiração.
Então, para prevenir quem está com coronavírus, e mesmo quem não tenha a
doença, do agravamento de infecções pulmonares, é imprescindível a
higienização bucal correta”, destacou. Escova dental Outro alerta de Pedrazzi é para a troca da escova dental, que deve
ser feita sempre que uma pessoa estiver se recuperando de alguma
infecção, para evitar risco de recontaminação, além do uso diário do fio
dental e do enxaguante bucal.
O professor diz que essas medidas são específicas para a higiene
bucal durante esse período do novo coronavírus, mas que devem ser
levadas para o resto da vida, já que a qualquer momento as pessoas podem
ser infectadas por outro vírus.
Outra dica importante é a forma correta de cuidar das escovas dentais e
dos higienizadores de língua, mantendo-os imersos em solução
desinfetante, à base de água e enxaguante bucal, para evitar a
reinfecção após cada uso.
O primeiro grande estudo sobre a pandemia de Covid-19, publicado na
última sexta-feira (27) pelo Imperial College de Londres, indica que as
medidas restritivas de circulação podem evitar até 95% das mortes
previstas. Noutra projeção, a pesquisa britânica estima número superior a
1 milhão de mortes no Brasil caso não haja qualquer ação de isolamento.
Diante do cenário alarmante, a quarentena se torna tão necessária
quanto obrigatória.
É aí que surge outro desafio: atravessar os dias de confinamento. A
tarefa não é fácil, mas pode ser menos penosa do que se imagina. O setor
de Supervisão de Atenção Psicossocial (Suap) da Secretaria de Estado da
Saúde (Sesau) preparou uma série de dicas para fortalecer a saúde
mental e auxiliar na rotina imposta pelo novo coronavírus.
“As pessoas passaram por muitas mudanças rápidas, e isso gera um
adoecimento psicológico se não houver cuidado”, considera Rodrigo
Fernandes Moreira, psicólogo e supervisor da Suap. “Pensando nessas
questões, a Supervisão de Atenção Psicossocial elaborou, em conjunto com
a Gerência de Ações Estratégicas, algumas sugestões para auxiliar no
controle da ansiedade e na manutenção da saúde mental diante da situação
que estamos enfrentando”, complementa.
É tudo aquilo que a gente já sabe, mas que não custa lembrar:
estabelecer rotinas, manter o sono em dia, praticar exercício, evitar
excessos e buscar informações por meio de fontes confiáveis. O
especialista também sugere praticar a assertividade e a paciência com as
pessoas durante o convívio, além de seguir as orientações da
Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e das
autoridades médicas, sanitárias e governamentais.
Por fim, a recomendação mais importante: fique em casa! Mas fique bem.
Confira as dicas:
ESTABELEÇA ROTINAS Seja produtivo! Criar uma rotina de estudos e trabalho é fundamental para nos sentirmos bem e úteis à comunidade.
FAÇA O QUE GOSTA Coloque em prática atividades que proporcionem prazer: ler um livro,
pintar, desenhar, dançar, produzir artesanato, ouvir música, assistir a
uma série, entre outros. São formas de melhorar a qualidade do tempo
quando se está em casa.
INFORME-SE
Defina horários para consumir
informações e busque fontes oficiais para evitar as “fake news”. O
excesso de informação pode provocar medo e incerteza. Controle o uso das
redes socais, estabeleça horários de interação.
SONO EM DIA Devemos manter oito horas de sono diárias para manutenção de nossa saúde e fortalecimento do sistema imunológico.
PRATIQUE EXERCÍCIOS A prática de exercícios físicos reduz a ansiedade e estresse, além de
auxiliar a eficiência do sistema imunológico. Essa prática pode ser
compartilhada com outros membros da família que morem com você,
favorecendo o estreitamento de laços.
CONVIVÊNCIA Se você tem dificuldades de conviver com alguém com quem reside,
tenha calma, paciência, tolerância e respeito. Pratique a resiliência.
ESPIRITUALIDADE Podemos exercer nossa espiritualidade nos mais diversos ambientes.
Mas, o momento atual exige que permaneçamos em nossas residências. Por
tanto, dedique um espaço da casa (como seu quarto) e um momento do dia
para suas reflexões.
NÃO ESQUEÇA Mantenha uma alimentação saudável. Evite o consumo de bebidas
alcoólicas em excesso, uma vez que podem causar dependência e
comprometimento do sistema imunológico. Sempre higienize as mãos e a sua
casa.
A pandemia de Coronavírus (COVID-19) está preocupando o mundo todo.
Nesse momento delicado, muitos hábitos estão sendo mudados. Além do
isolamento social, que é de extrema importância para evitar a propagação
do vírus, o cuidado com a alimentação pode ser um fator importante.
Comer alimentos saudáveis é fundamental para fortalecer o sistema imunológico, sendo um conjunto de elementos no corpo humano para proteger o organismo contra doenças, vírus, bactérias, micróbios e outros.
A nutricionista, Franciane Nunes, da Divisão de Qualidade de Vida
(DQV) da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) da UNIFAP, destacou
algumas dicas de alimentos que podem ajudar no fortalecimento do
sistema imunológico. Confira:
Vitamina C, ou ácido ascórbico, trabalha estimulando o sistema
imune. Fontes naturais de vitamina C são alimentos como acerola, limão,
goiaba, caju, kiwi, laranja, morango, mamão, brócolis, pimentão,
espinafre, repolho, salsinha e tomate.
Aproveite para incluir no mínimo 3 alimentos fontes na sua alimentação diária e assim dar um up nas suas defesas naturais.
Zinco é um mineral fundamental para a síntese de células
imunológicas, agindo na defesa contra vírus, bactérias e fungos. Como
posso aumentar a ingestão de Zinco no meu dia? Comendo mais sementes
(como de abóbora, chia, girassol), incluindo farelo de aveia nas
receitas, comendo lentilha e carnes.
Própolis é excelente agente imunomodulador, uma vez que suas
substâncias promovem maior ativação das células de defesa. Seja em gotas
ou em cápsulas, o ideal seria fazer seu uso diariamente em épocas de
prevenção.
Vitamina D (estudos demonstram que as pessoas com deficiência de
vitamina D têm 11 vezes mais probabilidade de desenvolver gripe). Fontes
naturais de vitamina D são alimentos como sardinha, gema de ovo,
queijos, bife de fígado.
De modo geral, evite açúcares simples como doces, sobremesas,
farinha branca e grãos refinados. Os açúcares refinados podem suprimir o
sistema imunológico.
Lembrando que além de comer bem, dormir bem e fazer atividade física são aliados para melhorar a sua imunidade.
Colaboração de texto: Addan Vieira (Estagiário de Jornalismo/ UNIFAP)